
O Sporting Clube de Portugal é um clube anexado. Mas não todo, apenas uma parte: a mais apetecível para especuladores e lida com milhões. Se isto não é verdade, expliquem-me porque razão as primeiras opções dos dirigentes foi acabar ou desinvestir em outras modalidades nas quais éramos os melhores e investir todo o ouro no futebol. Quando obtiver uma resposta satisfatória, calo-me. O problema do Sporting é profundo e liga-se à especulação financeira, o quotidiano do nosso país após a entrada na Europa Monetária. Tal como Portugal, o Sporting é governado pelos bancos em situações claramente desvantajosas. Acresce o facto de sermos governados também por Bananas e burros e sermos um clube anexado pelos interesses kosovares. É só ver o caso da privatização do Totta, com Roquette está implicado em toda esta tramoia e em situações de clara burla como "testa de ferro" dos espanhóis. Este foi um dos negócios mais polémicos da burguesia financeira que manda no país, com Champalimaud à cabeça. No livro do banqueiro Mário Conde,
em apenas quatro anos, o Banesto, a título individual e em aliança com a
Valores Ibéricos, empresa detida pelo Banesto em conjunto com José
Roquette, conseguiu controlar 50 por cento do capital social de um dos
mais importantes bancos portugueses. À data da privatização o Banesto controlava 50 por cento do Totta e a lei só permitia que uma
entidade estrangeira tivesse até dez por cento do capital de uma empresa
portuguesa. Champalimaud compara o Totta e vende-o depois ao Banco Santander. E o nosso Roquette?
Com o capital acumulado na passagem pelo Totta, Roquette cria a
holding Plêiade, com a mesma estrutura accionista e negócios variados. O
maior é a concessão de uma importante rede de abastecimento de água em
Marrocos, oportunidade resultante da entrada do ex-ministro Dias
Loureiro na sociedade (15%). Mas a Plêiade está também em explorações
agrícolas em África (Guiné, Moçambique, São Tomé), na aviação (vendas
polémicas ao INEM e aos Serviços de Bombeiros)4, na Inapal, uma empresa
fornecedora de plásticos à Autoeuropa, inaugurada por Cavaco Silva. A
Plêiade acabará mesmo vendida ao BPN, um negócio em que Dias Loureiro
terá recebido comissões e que também motivou buscas policiais à
residência de Roquette em 2009. O percurso de Roquette na banca termina no BCP (participação de 0,3% em
2004), o banco a que em 1999, enquanto presidente do Sporting, tinha
entregue a gestão do passivo do Sporting. Em 2004, Roquette integrava o
conselho superior e o conselho de auditoria do BCP e no ano seguinte era
um dos mais relevantes accionistas individuais da EDP, com assento no
conselho de administração até 2006. Um pergunta: quem manda no BCP? Obviamente, o poder do Nuarte. Jardim Gonçalves, Teixeira Pinto e todo um conjunto de fraudes. Com ela a participação accionista nos Kosovares. Vejam o que se diz.
O que é a FC Porto SAD?
A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD (FC Porto SAD) foi
constituída em 30 de Julho de 1997 e resultou da personalização jurídica
da equipa de futebol do Futebol Clube do Porto (FC Porto) que tem por
atividade "a participação, na modalidade de futebol, em competições
desportivas de caráter profissional, a promoção e organização de
espetáculos desportivos e o fomento ou desenvolvimento de atividades
relacionadas com a prática desportiva profissionalizada da referida
modalidade".
O FC Porto SAD tem tido um sucesso desportivo sem paralelo na
história do futebol português. Nos últimos dez anos conquistou oito
campeonatos nacionais, cinco Taças de Portugal, sete Supertaças, tendo
ainda vencido uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça
Intercontinental e uma Liga Europa. De resto, o FC Porto é o clube
europeu com mais troféus conquistados no séc. XXI, tendo vencido 26
títulos, entre eles quatro internacionais.
Não só os kosovares, mas também Sporting e Larilas têm acções no BCP
, por isso se torna estranha razão de sermos um clube anexado. Vê-se claramente o seguinte:
1º A banca tem interesses em todos os clubes?
2º Alguém, a mando da Banca, quer reduzir as hipoteses de investimento nos clubes, limitando a dois;
3º A Banca perde dinheiro, mas deve ganhar de outra forma ilícita. E aí entram os fundos dos jogadores, que servem para lavar dinheiro sujo;
4º Roquette entregou o Sporting aos interesses existentes, desprotegendo-o desportivamente;
5º O Sporting é governado por "testas de ferro" que não são sportinguistas mas simples comissionistas na lavagem de dinheiro;
6º A gestão desportiva do Sporting foi entregue a amadores comprometidos com os Kosovares;
7º A crise do Sporting é propositada. Até que surja alguém que bata o pé e acabe com a SAD, financiando-se em condições muito mais agradáveis e vantajosas.
8º Acabar com a SAD é iniciar o rejuvenescimento do clube, comprometido com ele próprio;
VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!